quinta-feira, 19 de março de 2009

Domínio da História


Livro interessantíssimo e de grande importância para o curso!!!

Ronaldo Vainfas

começou a flertar com a História antes de ingressar na universidade. Seu ponto de partida foi o Colégio São Vicente de Paula, onde textos de Celso Furtado e Caio Prado Júnior faziam parte de sua bagagem literária. Antes de enveredar pela história cultural - hoje é um dos autores que mais contribui para nossa historiografia -, influenciado pela volta de Ciro Cardoso ao Brasil, desenvolveu suas primeiras pesquisas com temas ligados à História da América.

Nessa época conheceu uma rotina pesada, que incluía aulas numa escola municipal em Niterói, aulas na universidade, pesquisas na Casa de Rui Barbosa e o mestrado, tudo de uma vez. Teve que esperar algum tempo até chegar aos temas de História do Brasil colonial (sua especialidade) e, com um pouco mais de calma, poder desenvolver seus estudos com as fontes adequadas.

Desde 1978 é um dos professores da UFF e foi um dos coordenadores que participou da reforma curricular da graduação de História, embora as experiências administrativas não sejam majoritárias em seu currículo. Com opiniões marcantes e às vezes polêmicas, Vainfas está sempre produzindo e divulgando seu trabalho sem grandes preocupações com críticas em contrário. Acredita que a exposição da produção acadêmica na mídia atende às novas expectativas da sociedade, que hoje valoriza ainda mais o seu passado e busca suas raízes.



Ciro Flamarion Santana Cardoso (nascido em 20 de agosto de 1942, Goiânia) é um historiador brasileiro.

Carreira

Possui larga produção bibliográfica, incluindo interesses temáticos que vão da Historiografia e da Metodologia da História até os estudos sobre Antiguidade e, mais particularmente dentro deste campo, a Egiptologia. Também foi responsável por uma revisão significativa da discussão conceitual acerca do escravismo colonial brasileiro, contribuindo para o estabelecimento do conceito de "Modo de Produção Escravista Colonial" nos anos 1980.

A partir da década de 1990, interessou-se pela introdução de métodos semióticos na análise e interpretação de fontes históricas de diversos tipos. Fiel desde o princípio de sua carreira de historiador e ensaísta aos princípios básicos do Materialismo histórico, sua linha de análise deslocou-se de um Marxismo um pouco mais fechado no princípio de sua carreira (culminando esta primeira fase com os Ensaios racionalistas) para uma abordagem marxista mais flexível, voltada para interações interdisciplinares diversas.

Um dos primeiros livros, talvez o que o tornou mais conhecido do público acadêmico nos primeiros tempos por ter se propagado como uma manual importante no campo da metodologia da história, foi Os métodos da História, livro que escreveu em parceria com Hector Perez Brignole no período em que foi reitor reitor da Universidade de Porto Rico, durante o período repressivo da Ditadura Militar no Brasil.

Representativa da fase em que já adota a Semiótica como um paradigma importante para a análise historiográfica é a obra Narrativa, sentido, História, onde desenvolve um relvante mostruário das diversas possibilidades de análise semiótica - inclusive o uso dos 'Quadrados semióticos' e 'Grupos de Klein' - preocupando-se concomitantemente em discutir as suas possibilidades de utilização na análise historiográfica.

No âmbito dos estudos da Antiguidade, produziu algumas obras que são referências importantes para esta área de estudos históricos, como Trabalho compulsório na Antiguidade e Sete olhares sobre a Antiguidade".


BAIXE-O, espero que gostem ;)

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